Julho 2018 | Para Lá da Kapa

DESTAQUES DA SEMANA

sábado, 28 de julho de 2018

Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas | Crítica


Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas
Título: Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas (Summer Vacation)
Realizador: Genndy Tartakovsky
Estreia: 26 de julho de 2018
Trailer & Sinopse: Em anexo
Idade que Recomendamos: todas
Género: Comédia, Aventura e Romance

Engraçado e animado, o "Hotel Transylvania 3" ultrapassa a passos largos o seu adversário no cinema, "The Incredibles 2". É o filme ideal para as famílias.


A saga "Hotel Transylvania" é considerada um marco de animação e vigor. Este, em especial, tem alguma História, nomeadamente a introdução da família caçadora de monstros, os Van Helsing. O argumento gira em torno das relações amorosas do Drácula, enquanto os caçadores de monstros planeiam a sua vingança. Ao contrário de "The Incredibles 2", o enredo de "Hotel Transylvania 3" vem recheado de frescura e caráter. Não só há humor em fartura, como temos temas de referência (só vou referir um, para não estragar as surpresas). Um deles é os Gremlins, os pequenos monstros da imagem abaixo. Ora, estas criaturas verdes são um ícone dedicado ao público adulto e, com as suas traquinices, conquistam de imediato os pequenos. Apenas faço um reparo: na história original, os Gremlins multiplicam-se quando entram em contacto com a água.

Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas

As tentativas de matar o Drácula são, na sua maioria, hilariantes. Até o grande final consegue ser mais do que se espera, com uma banda sonora contagiante. Houve músicas que conquistaram a plateia, fazendo miúdos e graúdos dançar com os braços (quando ouvirem perceberão porquê 😉)

A animação está bem desenvolvidos, com definição semelhante ao "The Incredibles 2" (na medida em que conseguimos distinguir os fios de cabelo das personagens). A adaptação portuguesa é o alicerce do filme. Em comparação com o desempenho das vozes inglesas, o nosso elenco está de parabéns.

Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas

Por fim, contrario, mais uma vez, as críticas americanas. Esta sequela é mais do que um filme para crianças. Tem alguma previsibilidade, claro, mas nada que comprometa as suas faculdades.

"Hotel Transylvania 3" é a comédia animada deste verão. As famílias só podem adorar.  


Sinopse | HOTEL TRANSYLVANIA 3

A já conhecida família de monstros embarca numas merecidas férias num luxuoso navio de cruzeiros. Tudo corre de forma suave a relaxada para o grupo de Drac enquanto os monstros aproveitam a diversão a bordo, do vólei de monstros a excursões exóticas, enormes buffets e até sessões de bronzeado à luz da Lua. No entanto, as férias dos sonho transformam-se em pesadelo quando Mavis percebe que Drac se apaixonou por Erica, a misteriosa comandante do navio que esconde um terrível segredo capaz de levar à destruição de todos os monstros.

Trailer | PREPARA-TE PARA ESTA DIVERSÃO MONSTRUOSA 


Avaliamos — 4,3/5 estrelas

Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas

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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Mamma Mia: Here We Go Again! | Análise

Mamma Mia: Here We Go Again!
Título: Mamma Mia: Here We Go Again!
Realizador: Ol Parker
Estreia: 19 de julho de 2018
Trailer & Sinopse: Em anexo
Idade que Recomendamos: +10 anos
Género: Drama, Comédia e Romance

"Mamma Mia: Here We Go Again!" arrisca e agrada. Embora tenha alguns equívocos, estes são suplantados pela tenacidade do elenco.


Era expectável que a continuação do icónico musical "Mamma Mia!" não fosse tão briosa.  Contrariamente à sequela de outro filme triunfante, nomeadamente "Jurassic World 2", "Mamma Mia: Here We Go Again!" concebeu acurados flashbacks, como a velhinha a carregar galhos,  que recordam o original com encanto.

Na outra face da moeda, "Mamma Mia! 2" não tem um argumento tão coeso e apurado. Existem cenas demasiado espontâneas, outras descontextualizadas e ainda forçadas. A maioria delas ocorre na segunda parte do filme, nomeadamente com as aparições de Ruby (Cher), a mãe da Donna, e da própria Donna (enquanto Meryl Streep). Não só Ruby é forçosamente bem aceite pela família, e rapidamente o centro das atenções e do amor, como a Meryl Streep aparece numa cena acessória (tendo em conta o resto do enredo, é desnecessária). Fiquei com a sensação que, como estas atrizes são exclusivas e dispendiosas, restringiram o seu tempo de antena, focando os holofotes nos breves momentos em que aparecem (como quem espreme uma laranja até esburacar a casca).
Algumas das frases trocadas entre as personagens e Sophie (a filha de Donna) são mecânicas e excessivas, principalmente (SPOILER ALERT) quando Sophie tenta satisfazer a mãe, parecendo querer ocupar o seu lugar em vez de homenagear a sua memória.

Mamma Mia: Here We Go Again!

À parte da crítica, a maioria do elenco representou com afinco. Muitos viram e apreciaram o primeiro musical quando estreou. Assistir à sequela com as mesmas personagens, dez anos depois, é um luxo. Alguns dos atores mais velhos começam a vacilar, algo normal tendo em conta a movimentação do musical. Os novos membros do elenco são  melhor aquisição. Principalmente as três jovens que representam o tripleto Donna & The Dynamos no passado. A atriz Lily James brilhou como Donna jovem, algo espetável após o seu belo desempenho em "Guernsey - A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata".

A alegria e humor de "Mamma Mia: Here We Go Again!" são de louvar, atentando a morte de uma das personagens mais amadas. As músicas dos ABBA contribuem para o efeito, tal como a performance melódica das personagens. Nesta qualidade, as representações de Lily e Cher destacam-se.

Mamma Mia: Here We Go Again!

Por fim, falta abordar os efeitos cénicos e o guarda-roupa. Não seria surpresa se fossem a pior faculdade do musical. Com o custo exorbitante do elenco, mal sobra orçamento para o resto. Felizmente, não é bem isso que se verifica. Os adereços não faltaram, especialmente o guarda-roupa singular de Dona e o design simples, mas robusto, de Ruby (Cher). De um modo geral, os cenários não ficaram muito atrás, excluindo alguns artifícios mal-concebidos.

"Mamma Mia: Here We Go Again!" remonta à euforia e humor do musical original, com um desempenho menos exclusivo e consistente.


Sinopse | MAMMA MIA: HERE WE GO AGAIN!

Na sequela de "Mamma Mia!", Sophie descobre que está grávida e procura inspiração para os momentos que se avizinham nas alegrias e tristezas de Donna, a sua própria mãe.

Nos anos 70, a jovem Donna viveu inúmeras aventuras com o seu grupo musical, Donna & The Dynamos, na companhia das amigas Tanya e Rosie. Porém, mais do que isso, apaixonou-se e viveu relacionamentos intensos com três homens bem diferentes: Harry, Sam e Bill.

Trailer | CONTAMINA-TE PELO ÂNIMO DESTE MUSICAL


Avaliamos — 3,0/5 estrelas

Mamma Mia: Here We Go Again!

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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Cinema interativo pela 1ª vez em Portugal

Pela primeira vez em Portugal, os espectadores decidem, em tempo real, o final de um filme no cinema. É o caso de "Linhas de Sangue", a estrear amanhã.


Esta iniciativa inovadora decorre de 26 a 29 de julho, nas sessões de "Linhas de Sangue’", nos Cinemas NOS Colombo (21h30), Cinemas NOS Braga Parque (21h10), Cinemas NOS NorteShopping (21h10) e Cinemas NOS Fórum Algarve (21h40). No início de cada sessão, cada espectador recebe um comando, através do qual escolherá um de dois finais possíveis. O final mais votado será aquele que será exibido.

Linhas de Sangue

Realizada por Manuel Pureza e Sérgio Graciano, "Linhas de Sangue" é uma comédia nonsense que conta com a participação 54 atores portugueses, destacando Catarina Furtado, Débora Monteiro, Joaquim Horta, José Fidalgo, José Raposo, Marina Mota, Miguel Costa, Paulo Pires, entre muitos outros.

Sinopse | LINHAS DE SANGUE

Um conjunto de malfeitores ameaça a ordem e a paz em Portugal. A resposta não tarda e logo surgem heróis, mais ou menos acidentais, sob a batuta de uma velha glória das forças secretas portuguesas, que vão resolvendo uma série de incidentes que ameaçam a soberania nacional. Mas, como já estamos todos habituados, o pior dos inimigos está a guardar-se para o fim.

Será o nosso grupo de bravos e corajosos, suficientemente forte para enfrentar a ameaça do Chanceler?

Trailer | PREPARA-TE PARA O PRIMEIRO FILME INTERATIVO DE PORTUGAL

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The Incredibles 2: Os Super-Heróis | Opinião

The Incredibles 2: Os Super-Heróis | Opinião



A Livraria | Crítica do filme

A Livraria | Crítica do filme


terça-feira, 24 de julho de 2018

A Livraria | Crítica do filme


A Livraria
Título: A Livraria (The Bookshop)
Realizador: Isabel Coixet
Estreia: 21 de junho de 2018
Trailer & Sinopse: Em anexo
Idade que Recomendamos: +14 anos (maturidade)
Género: Drama e Romance

Para além da beleza cénica e temporal, "A Livraria" exprime a paixão pela leitura. O elenco principal interpretou garbosamente.


Com todos os filmes que se encontram no cinema, "A Livraria" pode passar desapercebida. Todavia, merece mais atenção. Não só é uma produção europeia (Alemanha, Espanha e Reino Unido), como expõe uma época de costumes e valores quase centenária. 

Fugindo ao tema exaustivo e deprimente da pós-guerra, a protagonista viúva, Florence Green (Emily Mortimer), reencontra o ânimo junto dos livros. Humilde e determinada, Florence presenteia-nos com um conjunto de metáforas que, embora decorridas na sociedade dos anos 60, encaixam como uma luva no nosso quotidiano. Sublinho a personalidade extremamente bondosa da protagonista que, embora não considere um defeito, pode incomodar alguns olhares (o seu caráter afável expõe-na a várias situações de ignorância facilmente evitáveis). 

A Livraria

O final é um aspeto a enaltecer. O pior que podia ter acontecido, aconteceu. Porém, o desfecho não deixou de ser belo, ou de deter uma felicidade serena (existente em quase todo o filme). Como é presumível, "A Livraria" tem as suas pausas e monotonias, que conferem outra das qualidades mais apreciadas: os pormenores. São várias as vezes em que nos encontramos a imaginar sensações, como o cheiro do bolo ou o toque áspero da capa do livro; e ainda outras impressões que só se costumam vivenciar nos livros.

Por fim, falta referir a elegância do elenco. Podemos resumi-lo a três atores principais, cada um responsável por um aspeto fulcral. Um salve especial a este trio: Patricia Clarkson, Bill Nighy e, claro, Emily Mortimer. 

"A Livraria" apresenta uma perspetiva realista, serena e agradável duma sociedade passada. Se és um leitor ávido, este filme deve fazer parte dos teus planos de fim de semana.

Sinopse | A LIVRARIA

Baseado na novela homónima de Penélope Fitzgerald, conta a história de Florence Green, uma viúva que decide abrir uma livraria em Hardborourgh, uma tranquila localidade inglesa, nos anos 50.

Com a ajuda da sua amiga Christine, Florence escolhe uma antiga casa da aldeia para abrir o seu estabelecimento, o que incomoda alguns dos locais, nomeadamente a Violet Gamart, uma mulher difícil que tudo tentará para comprometer o projeto. 

Apesar de tudo, graças ao seu novo trabalho, Florence encontrará o Sr. Brundish, um fiel cliente da livraria com quem estabelecerá um relacionamento especial.

Trailer | A LIVRARIA


Avaliamos — 4,2/5 estrelas

A Livraria

segunda-feira, 23 de julho de 2018

The Incredibles 2: Os Super-Heróis | Opinião


The Incredibles 2: Os Super-Heróis
Título: The Incredibles 2: Os Super-Heróis
Realizador: Brad Bird
Estreia: 28 de junho de 2018
Trailer & Sinopse: Em anexo
Idade que Recomendamos: todas
Género: drama, aventura e humor

Embora "The Incredibles 2" remonte, com uma qualidade gráfica notável, ao original, não é tão inédito e real. 


"The Incredibles 2: Os Super-Heróis" é um dos títulos mais esperados do ano. O filme anterior, "The Incredibles", conquistou o público pelo seu argumento original e incrível verosimilhança. Não é surpresa que "The Incredibles 2", com catorze anos de diferença do primeiro, tenha uma animação mais pormenorizada. No entanto, recordo que não são só os gráficos que ditam a qualidade cinematográfica. Parece que Brad Bird se esqueceu deste conceito, permitindo-se influenciar por filmes menos briosos da atualidade. 

Abordando as personagens, não só as novas têm falta de identidade, como a maioria das antigas perdeu a sua singularidade. No argumento do filme original, a família Pêra (Incrível) assemelhava-se a uma família normal, enquanto mantinha a sua característica super. Neste sequela, reflete-se a vontade de exprimir a igualdade de género, a demanda árdua que é a parentalidade e a dificuldade em ser aceite quando se é diferente. Estes apelos foram abordados até à exaustão. Deste modo, o primeiro é intemporal e sem-par, enquanto este é facilmente rotulado e equiparado a tantos outros. 

The Incredibles 2: Os Super-Heróis

"The Incredibles 2" fomenta o bom humor como uma boa história para crianças. Talvez a maior diferença entre este e o original seja mesmo isto: o primeiro anima todas as idades, enquanto o segundo apenas diverte os pequenos.

Esta sequela possui uma componente gráfica adequada. De resto, assemelha-se a um argumento do "Spy Kids" menos engenhoso. 


Sinopse | THE INCREDIBLES 2: OS SUPER-HERÓIS

Helena é chamada para liderar uma campanha que irá trazer os Super-Heróis de volta, enquanto Betp se encontra em casa a tratar das tarefas normais do dia a dia, com Violeta, Flecha e o bebé ZéZé – cujos super poderes estão prestes a ser descobertos.

A missão descarrila e aparece um novo vilão com um brilhante e perigoso plano que ameaça tudo. Mas a família Pêra não foge a um desafio, especialmente quando conta com Gelado (Frozone) ao seu lado.

Trailer | RELEMBRA A FAMÍLIA INCRÍVEL


Avaliamos — 2,7/5 estrelas


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